blog do professor edson scabora

familia, educação, liderança, motivação.

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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2007

26.11.07

Perder aula só em último caso.

categorias: família
Cuide para que o seu filho não falte por qualquer motivo e exija da escola o cumprimento do calendário
Basta uma ameaça de febre, um frio mais intenso ou um feriadão para muitos pais decretarem: é melhor o filho não ir à escola. Mas saiba que a presença do estudante em classe diariamente é tão necessária quanto nos dias de prova. "Ao faltar, a criança perde a seqüência de ensino dos conteúdos", alerta Regina Scarpa, coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita. "Quando tenta repor o que perdeu por meio de trabalhos extras ou copiando a matéria dos colegas, o aluno fica realmente um passo atrás do restante da turma", complementa Regina.

Se a garotada não deve faltar, cabe à escola garantir todas as aulas previstas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: 800 horas de aula por ano. Essa carga é distribuída ao longo de, no mínimo, 200 dias letivos. Nos Estados Unidos, os alunos estudam 958 horas e na Malásia 1.140 nesse mesmo período - ficando em sala das 7 da manhã às 4 da tarde, em média. Como aqui a maioria das escolas só funciona em jornadas de um turno (matutino ou vespertino), os estudantes geralmente passam quatro horas em classe. Por isso, exija que o calendário seja cumprido integralmente. Assim, seu filho tem maiores oportunidades de aprendizagem. Ele só tem a ganhar!


Como garantir 100% de presença

• Fale com o seu filho sobre o conceito de responsabilidade. Mostre que ele está vivendo um período importante da vida e diga que faltar à aula só irá prejudicá-lo.

• As crianças, de modo geral, adoram ir à escola. Mesmo que nos primeiros dias algumas chorem para não ir, a situação logo deve se inverter. Isso acontece quando elas descobrem como é bom conviver com os colegas e com os professores.

• Se seu filho desenvolver uma resistência para ir à aula, alguma coisa está errada. Antes de as faltas se transformarem em dificuldade de aprendizagem, fale com o professor ou o coordenador pedagógico sobre o problema. Muitas vezes, a causa é simples de resolver.

• Não procure adaptar a agenda de seu filho à sua. Por isso, jamais permita que ele falte por causa de um compromisso seu. Se há algum feriado prolongado e você pretende viajar, veja se a escola vai funcionar. Em caso negativo, verifique ainda como as aulas serão repostas. Em caso de greve, exerça seu direito de cidadã e exija que o ano letivo seja cumprido integralmente.

É hora de olhar o boletim

categorias: família
Aproveite esse momento para ajudar seu filho a ter mais sucesso nos estudos
O primeiro semestre está chegando ao fim. Esse é o momento ideal para você analisar com o seu filho o desempenho dele na escola. Afinal, dois bimestres já se passaram e, caso o resultado das avaliações não ande lá muito bem, a hora de agir é agora. "O risco de repetência abala qualquer família", diz a educadora Ana Lúcia Pugliese, de São Paulo. Se você deixa para cuidar desse problema só no fim do ano, pode não haver mais tempo de recuperação.


Para evitar sustos
Notas ruins podem ser causadas por pouco empenho e estudo em casa, muitas faltas ou desconcentração na escola, entre outros motivos. Veja em que caso seu filho mais se enquadra e tome a atitude mais apropriada para resolver o problema. Nunca se sinta insegura quanto à capacidade dele em aprender.

• Converse com seu filho e com os professores sobre os motivos que levaram ao mau desempenho. Muitas vezes ele pode ter perdido aulas importantes, não ter compreendido algum conceito ou não ter tido coragem de fazer perguntas na sala de aula para não se expor diante dos colegas.

• Não use sua falta de tempo como desculpa para deixar o problema para outubro ou novembro. Você não tem obrigação de ensinar os conteúdos que ele não entendeu, mas deve demonstrar, por meio de uma conversa franca, como é importante aprender.

• Analise com cuidado o material escolar do seu filho. Ele é um excelente termômetro do que está acontecendo na escola. Peça para ver provas e cadernos e depois fale com a coordenadora pedagógica e com a professora sobre os problemas dele.

• Negocie a diminuição dos momentos de lazer e o aumento dos dedicados aos estudos no segundo semestre. Conte que isso é necessário para que no ele se saia melhor. Passeios, videogame e o tempo dedicado à internet precisam ser repensados nessa hora.

Sem medo do chefe

categorias: Liderança
Conquistar a confiança dos seus superiores, sem puxa-saquismo ou bajulação, é fundamental para o seu crescimento profissional. Aprenda a lidar com os tipos de chefia mais comuns hoje em dia e passe a se preocupar apenas com o resultado do seu trabalho!
O FILHO DO DONO
O chefão, na verdade, é o pai. Mas o herdeiro tem cadeira cativa na direção e é quem dita as ordens para você. Caso seja daqueles que não entende muito do assunto, uma boa saída é... ...se aproximar aos poucos e conquistar sua confiança, ajudando-o no trabalho. Dê dicas, explique tarefas que ele desconhece e esteja sempre pronta a ajudar. Sua assessoria não será em vão, principalmente porque um dia ele vai suceder o pai. Antes, porém, a opinião dele pode pesar bastante diante de uma indicação para promoções.

O MALVADO
Infelizmente, há esse tipo de chefe por aí, disposto a prejudicar seus subordinadas por puro prazer. Melhor seria ficar bem longe dele... Mas, se você gosta da empresa e dos demais colegas, entenda que... ...por trás desse perfil está a insegurança. Seja sutil e reverta essa característica. Ao pedir conselhos e dicas, fará com que ele se sinta importante. Mas um alerta: nada de confidências, achando que está se tornando amiguinha, porque você corre o risco de cair numa arapuca.

O PARENTE
É 8 ou 80! Trabalhar com alguém da família pode ser muito bom - mas há também o risco de tornar-se péssimo. Os papéis de cada um precisam ser bem definidos na empresa. Só lhe resta cumprir a sua parte na história, que é... ...não pensar que a convivência que vocês mantêm em casa é a mesma que será seguida na empresa, acreditando em privilégios porque é da família do patrão. Também é proibido abusar da confiança ou do grau de parentesco para obter favores ou mordomias, como sair mais cedo ou ter o horário de almoço ampliado. Se o chefe for um bom profissional, verá que você está agindo com as melhores intenções e só está interessada no crescimento da empresa. Ah! Faça valer essa postura diante de seus colegas também, já que é horrível conviver com murmúrios e fofocas que questionam sua competência por conta dos laços familiares.

O MAL-EDUCADO
É aquele que não respeita nada nem ninguém e chega ao ponto de ridicularizá-la na frente de qualquer pessoa. Se ele lhe provoca calafrios... ...é melhor nunca enfrentá-lo nos momentos de fúria. Prefira uma conversa franca, dizendo que o comportamento dele não lhe agrada e que, para o bem da empresa, o indicado é acertarem os ponteiros. Argumente que sua produtividade está caindo e você está desestimulada a trabalhar. Diga que vai fazer sua parte, mas que espera a contrapartida. Ah! Mas também avalie se, em algum momento, ele não tem razão no que fala. Se sim, trate de mudar.

O MAIS NOVO
Quando o chefe tem idade para ser seu filho, o segredo da boa convivência resume-se a uma única palavra: respeito. É isso, literalmente, que ele espera da sua equipe, já que é mais novo que a maioria dos funcionários. Diante disso... ...nunca diga "não" a uma ordem dada pelo chefe. Além disso, apóie suas idéias inovadoras (e discorde quando necessário, mas explicando seu ponto de vista) e jamais dispare frases do tipo: "Você é muito jovem para saber sobre esse assunto".


vantagens do casal unir forças e realizar sonhos

categorias: família
Unidos para crescer

A maioria dos especialistas em relações amorosas concorda em um ponto: casamento tem muitas semelhanças com negócios. Para dar certo, os sócios precisam vencer os pequenos conflitos em prol de um objetivo maior, que é o sucesso. No casamento, no entanto, às vezes o sacrifício tem de ser um pouquinho maior de uma das partes, para o bem do casal. A história da massagista terapêutica Maria das Mercês Queiroz, de 37 anos, é um exemplo. Cansada de ganhar pouco, ela decidiu se mudar para a França em busca de melhores condições profissionais. Para isso, porém, precisou ficar longe do namorado, Marco. "Algum tempo depois, ele foi me visitar e propôs casamento", lembra ela. "Combinamos que eu voltaria, mas ele teria que me ajudar a concluir os estudos."

Desde que se casaram, há três anos, ela já terminou o ensino médio e hoje faz faculdade de fisioterapia em São Paulo. Esse tempo não tem sido fácil para o casal. Ela concilia o trabalho como massagista com a faculdade e as tarefas domésticas, enquanto ele, além de ver pouco a mulher, economiza para ajudá-la a pagar a mensalidade da escola. "Nós dois achamos que eu tenho de crescer profissionalmente", diz Maria das Mercês. "É um sacrifício temporário para o bem dos dois."

O maridão ainda procura incentivar Maria nos trabalhos da faculdade, ajudando a diagramá-los no computador, por exemplo. Nos fins de semana, os dois vão juntos à biblioteca estudar. É o jeito que encontraram de viver esse momento de esforço.

A colaboração do parceiro torna mais fácil a concretização de diversos tipos de sonho, além dos relacionados com estudo e profissão. Ajudar o companheiro a praticar um hobby, a seguir uma dieta ou até mesmo a realizar uma cirurgia plástica importante para a sua auto-estima também são atitudes que contribuem para o sucesso da união. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, que acompanhou a vida de 2 mil casais por um período longo, descobriu que o distanciamento de objetivos é uma queixa de 80% das pessoas que se separam. "Isso não quer dizer que marido e mulher precisam se fundir em um só, ter os mesmos interesses", explica o psicoterapeuta Hélio José Guilhardi. "Basta se interessar pelo outro e ajudá-lo a alcançar suas metas."

Dieta em conjunto

Muitas vezes, acompanhar seu par em seus objetivos pode não ser um sacrifício, mas um prazer. A catarinense Marléte Santana, por exemplo, resolveu fazer dieta junto com o marido, Vilmo, que precisava emagrecer por questões de saúde. Resultado: em seis meses, ele perdeu 22 quilos e ela, 16. "Com certeza teria sido muito mais difícil para ele emagrecer sem a minha adesão à dieta", conta Marléte. "E, se não fosse ele, claro que eu também não teria conseguido." São casos assim que ajudam a explicar por que o bordão dos Três Mosqueteiros se tornou tão popular no mundo todo. Para fortalecer o casamento, "um por todos e todos por um!"


Fermento na vida

Uma pesquisa sobre as conseqüências do casamento para homens e mulheres, realizada nos Estados Unidos, constatou que a união faz muito bem às pessoas, sobretudo aos homens. Confira algumas conclusões nesse sentido:

- Estatisticamente, os casados correm menos risco que os solteiros de ter depressão, abusar do álcool e das drogas, sofrer um acidente de carro ou cometer suicídio. Também têm uma vida social mais ativa e mais saudável que os solteiros.

- Casados fazem mais sexo do que os solteiros. 43% dos casados declaram manter relações sexuais duas vezes por semana, freqüência alcançada por apenas 26% dos solteiros.

- Os casados têm mais dinheiro que os solteiros. Recebem, em média, um salário 20% maior que o dos desimpedidos. E também poupam mais. A média de economias de um casado, quando ele chega à aposentadoria, é três vezes maior que a de solteiros e descasados.

- No trabalho, os casados são mais produtivos que os solteiros, devido ao fato de terem de prover a família.

- Os homens casados também se declaram mais felizes. 40% deles afirmam em pesquisas estar "absolutamente felizes", comparados com apenas 25% dos solteiros e divorciados.

- Os casados vivem mais. Nove entre dez casados chegam aos 65 anos, contra apenas seis solteiros.

A mulher invisível

Ajudar seu companheiro a crescer na vida é uma coisa. Anular-se para que ele cresça é outra completamente diferente. "Quem só dá acaba sendo desprezado. E quem só recebe acaba sendo abandonado", diz o psicoterapeuta Hélio José Guilhardi, de Campinas, interior de São Paulo. O segredo, segundo ele, é alternar ao longo da vida os papéis de apoiador e de apoiado. Confira as dicas do especialista para atingir esse equilíbrio:

- Se for preciso um sacrifício de uma parte, reflita se ele será feito para o bem do casal.

- Deixe claro e trabalhe para que o sacrifício seja temporário, somente até que o objetivo seja alcançado.

- Mostre ao outro, sutilmente, o esforço que você está fazendo para que ele consiga o que deseja, mas sem cobranças. Se ele não se conscientizar que está sendo duro para você, não irá valorizar o esforço.

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Jovens de mal com a vida

categorias: família
As descobertas dos adolescentes podem ser o início de uma fase de muitas insatisfações. Nada que uma boa conversa não resolva
A adolescência é, naturalmente, uma fase complicada. Corpo mudando, conflitos, espinhas, dúvidas que pairam sobre qualquer decisão. Com tudo isso acontecendo em um curto espaço de tempo, o comportamento rebelde se instala, fazendo o adolescente sentir-se um estranho no ninho: discorda dos pais, se acha capaz de tudo e, quando depara com as limitações de uma vida quase adulta, afunda em insatisfações. Para a psicóloga Márcia Sant'Ana Aragão, isso pode ter um lado positivo na formação de um adulto responsável e equilibrado. Principalmente se os pais ajudarem o jovem a lidar com essas angústias (leia abaixo). "Tanta insatisfação pode levar o jovem a estudar mais, trabalhar mais e, o que é melhor, pensar, contestar e conversar mais com os pais", alerta.

Eu odeio...

...Meu corpo

É um dos maiores dramas dos jovens. Eles podem encucar com o formato do nariz, a textura do cabelo, a altura, o tamanho dos seios etc. As meninas podem chegar ao ponto de tomar atitudes extremas e perigosas, como parar de comer para emagrecer. Entre os garotos, a dedicação excessiva à malhação e o uso de anabolizantes são um risco comum.

O que fazer: Não embarque na neurose do seu filho, mas também não faça pouco caso das razões apontadas por ele para estar infeliz com o próprio corpo. Ouça, dê sua opinião e mostre que há valores mais importantes que a beleza.

...Os meus pais

Os jovens chegam a ser cruéis nesse ponto, dizendo, por exemplo, que gostariam de ser filhos da mãe de um amigo. Também criticam as idéias dos pais, classificando-as de "ultrapassadas", "antiquadas" ou outros adjetivos do gênero. Normalmente, fazem isso para tentar convencer os pais a se dobrar às suas vontades. Ou por pura imaturidade.

O que fazer: Procure não se aborrecer nem se magoar. Não entre no jogo dele tentando, por exemplo, comparar suas qualidades com as da mãe do amigo ou permitindo-lhe algo só para parecer boazinha. Com o tempo, ele saberá dar valor à mãe que tem.

...Ter pouco dinheiro

Ter menos para gastar que os amigos pode significar sinônimo de limites no convívio social. Os jovens não lidam bem com a impossibilidade de viajar, comprar roupas de grife, sair e gastar sem preocupação. Também costumam cobrar dos pais o fato de não terem melhor situação.

O que fazer: Diga que você também se frustra em não poder comprar tudo o que gostaria, mas que a condição da família é essa mesma e todos têm de lutar juntos para melhorá-la.

...Ir para a escola

Às vezes, o problema é real: o colégio não é mesmo bom ou o jovem é alvo de humilhações ou perseguição por parte dos colegas. Nesses casos, a solução é trocar de escola. Muitos, no entanto, apresentam insatisfação com o estudo em si.

O que fazer: Tente ajudá-lo a pegar gosto pelos estudos, mostrando, por exemplo, como as matérias ensinadas na escola podem ajudá-lo no dia-a-dia. E insista até o limite das suas forças para que ele não pare de estudar.