blog do professor edson scabora

familia, educação, liderança, motivação.

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Terra Blog

Categoria: As Últimas notícias

11.01.08

Frase do dia

As pessoas não gostam de ouvir que o mundo é mais aleatório do que imaginam. Preferem  "profetas" que mintam e as façam se sentir bem.

Nassim Nicholas Taleb.

22.11.07

O império americano em declínio

Ao contrário das aparências, os Estados Unidos já não ditam suas ordens ao mundo. De fato, os últimos acontecimentos indicam o surgimento de um outro mundo, um mundo no qual a hiperpotência americana já não consegue mais impor sua vontade. Essa é a posição, marcadamente polêmica, do cientista político e historiador econômico Immanuel Wallerstein.

Da hegemonia à perda de poder






Ao contrário das opiniões correntes que afirmam haver uma só potência no mundo de hoje, os Estados Unidos, tidos como poder unipolar, Wallerstein assegura que essa situação de soberania onipotente dos norte-americanos sobre o mundo já passou. Na verdade, para ele a hegemonia de Washington somente se consagrou e foi realidade entre os anos que se seguiram a Segunda Guerra Mundial até o fim da Guerra do Vietnã (mais ou menos de 1945 a 1975), quando então sim era a Casa Branca quem ditava sua vontade ao planeta inteiro.

A origem dessa situação de superioridade absoluta vinha do Tratado de Yalta, de 1944. Naquela ocasião, os chamados Três Grandes (Franklin D.Roosevelt pelos EUA, Winston Churchill pela GB e Joseph Stalin pela URSS), reunidos no sul da Rússia, acertaram a partilha do mundo, dividindo-o em duas áreas de influência. Uma delas ficou sob o controle dos países capitalistas, liderados pelos norte-americanos, e a outra pelos soviéticos. Ocorre que aquela divisão não foi eqüitativa, cabendo aos Estados Unidos uma área bem maior, correspondente a 2/3 da terra inteira. Além disso, a moeda americana tornou-se referência de valor internacional, permitindo a que a população norte-americana, ainda que perfazendo apenas 6% dos habitantes da terra tivessem uma economia que correspondia em volume a 25% do mundo inteiro.

Em grande parte aquela situação foi excepcional devido os efeitos da Segunda Guerra Mundial. Quando o nazi-fascismo germano–italiano e o mikado japonês foram finalmente derrotados em 1945, a maioria dos países industrializados soçobrava em ruínas. Na Grã-Bretanha, na França, na Itália, na Alemanha, no Japão e na URSS, as fábricas estavam arrasadas ou imensamente desgastadas pelo esforço de guerra, o sistema de transportes e comunicações estava desmantelado ou parcialmente paralisado, cidades inteiras haviam desaparecido vitimas de intensos bombardeios aéreos, milhares , se não milhões, de civis qualificados haviam sido mortos e a riqueza nacional existente antes de 1939 havia simplesmente evaporado. (*)

Nas grandes capitais do após-guerra o dinheiro fora substituído pelo mercado negro, onde imperava um retorno ao escambo em meio a um quadro dantesco de fome, desalento e decadência.

Apresentou-se então para os Estados Unidos uma situação inédita. Os seus principais produtores, seus agentes econômicos, praticamente ficaram sem concorrentes. Se bem que a URSS fosse uma potência militar e nuclear nada desprezível, ela não impunha nenhuma ameaça à hegemonia econômica americana sobre a maior parte do mundo.

(*) Apenas como um exemplo do quadro devastador da situação do pós-guerra, basta lembrar que a Alemanha, que antes da guerra era uma das maiores potências industriais do mundo, teve em 1946 seu setor pesado reduzido a 50¨% do que era em 1938, sendo que 1.500 das suas outrora grandes plantas industriais haviam sido totalmente desmanteladas.

(*) Apenas como um exemplo do quadro devastador da situação do pós-guerra, basta lembrar que a Alemanha, que antes da guerra era uma das maiores potências industriais do mundo, teve em 1946 seu setor pesado reduzido a 50¨% do que era em 1938, sendo que 1.500 das suas outrora grandes plantas industriais haviam sido totalmente desmanteladas.


O Plano Marshall e seus efeitos






Para dinamizar ainda mais suas potencialidades, o governo do presidente Harry Truman (1945-1952) lançou em 3 de abril de 1948 o Plano Marshall, disponibilizando a partir daquela data às nações arruinadas a então significativa soma de U$ 13 bilhões para que elas pudessem adquirir manufaturas vindas da América, bem como recompor suas economias internas. As importações européias concentraram-se em matérias-primas, produtos semifaturados, alimentos, suprimentos, fertilizantes, máquinas, veículos e equipamentos, além de óleo cru.

Ainda que ofertassem recursos para a URSS, os soviéticos os rejeitaram bem como vedaram o mesmo aos países sob sua órbita de influência, como foi o caso da Tchecoslováquia e da Polônia, que passariam a ser apoiados pelo Plano Molotov.

O Plano Marshall foi um estrondoso sucesso, mas também marcou o começo do recuo dos Estados Unidos, pois os "milagres econômicos" que se seguiram aos anos de guerra, os "Trinta Anos Gloriosos", no dizer dos franceses (1950-1980), permitiram aquelas nações, especialmente aos europeus e ao Japão, se recuperarem e dependerem um tanto menos dos norte-americanos.


A Subversão do Mundo Colonizado






Todavia esse cenário marcado pela rígida divisão do mundo em duas áreas de influência, com fronteiras ideológicas bem demarcadas e respeitadas tanto pelos americanos como pelos soviéticos começou a ser desafiado pelas rebeliões que principiaram a ocorrer no antigo império colonial europeu. Na Ásia, na África, no Oriente Médio, os povos até então submetidos à meia dúzia de metrópoles européias, deram para sacudir o jugo e lutaram para alcançar a independência. China, Índia, Argélia, Vietnã e Cuba, entre tantas outras, romperam com o controle externo exercido pelos governos estrangeiros. Alguns caminhos deles foram revolucionários outros não, mas no final meia centena de países politicamente autônoma brotou das ruínas dos antigos impérios coloniais europeus. Muito deles associaram-se então como Países Não-alinhados manifestando desejar ficar distanciados do conflito americano-soviético. Reunidas em Bandung, na Indonésia, 29 dessas ex-colonias, lideradas pela Índia, Egito, China e Iugoslávia, procuraram estabelecer uma estratégia em comum que as libertasse das amarras impostas pela Guerra Fria.

A ordem política originada de Yalta então foi abalada. Para os Estados Unidos o sinal do seu declínio chegou com a derrota na Guerra do Vietnã (1965-1975), que implicou entre outras coisas no abandono do gold standard, do padrão ouro acertado primeiramente na Conferencia de Bretton Woods, de julho de 1944 (que dava garantias extraordinárias ao dólar norte-americano, fixando cada onça de ouro em U$ 34), e que foi publicamente anunciado pelo governo do presidente Richard Nixon em agosto de 1971.

Até aquela ocasião qualquer país que tivesse dólares em seus cofres contava com a garantida dada pelo Tesouro dos Estados Unidos que poderia cambia-los por ouro assim que necessitassem. A negativa norte-americana a tal obrigação jogou boa parte do mundo numa onda inflacionária que se acirrou ainda mais com a crise do petróleo desencadeada pela OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) em 1973.

Deste modo, em resumo, a formação dos Países Não-alinhados a partir de 1955, a recuperação econômica dos seus aliados atingidos pela guerra alcançada nos anos 60, e o abandono do lastro ouro para com o dólar, em 1971, decorrente do fiasco militar no sudeste asiático, acabaram por encurtar o espaço da influência que os Estados Unidos exercia sobre todos os demais

10.11.07

Charles de Gaule

Estátua do general Charles de Gaule em Paris na avenida Champs Elise.

 

Charles André Joseph Pierre-Marie de Gaulle (22 de Novembro de 1890, Lille — 9 de Novembro de 1970, Colombey-les-Deux-Églises) foi um general e estadista francês.

Antes da Segunda Guerra Mundial, era conhecido como um grande tático de batalhas de tanques e defensor do uso concentrado das forças blindadas e da aviação. Foi o líder das forças francesas livres durante a Segunda Guerra Mundial e chefe do governo provisório de 1944-1946.

Durante a Segunda Guerra Mundial rivalizou com o general Henri Giraud na liderança das forças militares e resistência francesas. Ao passo que o general Giraud tinha o apoio de Roosevelt e dos Estados Unidos, De Gaulle foi preferido pelos sectores esquerdistas da resistência francesa, que preferiam a postura tão antiamericana quanto possível de De Gaulle, mesmo durante a Segunda Guerra Mundial.

No pós-guerra, De Gaulle iria confirmar a sua atitude antiamericana, ao tentar dar à França um ar de potência mundial (por exemplo com a construção da bomba de hidrogênio francesa, que a tornou uma potência atômica). Chamado para formar um governo em 1958, inspirou uma nova constituição e foi o primeiro presidente da Quinta República Francesa, de 1958 a 1969. Sua política ideológica é conhecida como Gaullismo, tendo ainda muita influência na vida política francesa atual.

O trono de Napoleão

Este é o trono do imperador Napoleão, exposto no museu do louvre em Paris.

Napoleão Bonaparte, em francês Napoléon Bonaparte, nascido Napoleone di Buonaparte, (Ajaccio, Córsega, 15 de Agosto de 1769 — Santa Helena, 5 de Maio de 1821) foi o dirigente efectivo da França a partir de 1799 e foi Imperador da França, adoptando o nome de Napoleão I, de 18 de Maio de 1804 a 6 de Abril de 1814, posição que voltou a ocupar rapidamente de 20 de março a 22 de junho de 1815. Além disso, conquistou e governou grande parte da Europa central e ocidental. Napoleão nomeou muitos membros da família Bonaparte para monarcas, mas eles, em geral, não sobreviveram à sua queda. Foi um dos chamados "monarcas iluminados", que tentaram aplicar à política as idéias do movimento filosófico chamado Iluminismo ou Aufklärung.

Napoleão Bonaparte tornou-se uma figura importante no cenário político mundial da época, já que esteve no poder da França durante 15 anos e nesse tempo conquistou grandes partes do continente europeu. Os biógrafos afirmam que seu sucesso deu-se devido ao seu talento como estrategista, ao seu talento para empolgar os soldados com promessas de riqueza e glória após vencidas as batalhas, além do seu espírito de liderança.

09.11.07

Arrisque, pois seu futuro depende de você


Muitas vezes, é difícil imaginar-se alcançando um grande objetivo, seja ele financeiro, amoroso, artístico, profissional. Na verdade, poucos de nós identificam-se com essa pessoa de sucesso (seja ele qual for).



Claro, vemos apenas o resultado final e não o processo pelo qual alguém passou para que pudesse “chegar lá”. Ou você acha que um Paulo Autran nasceu ator? Ou que um grande amor se conquista apenas porque dois olhos se cruzaram?



Grandes conquistas são construídas dia após dia, passo a passo, por pessoas como você. A grandeza vem de ações comuns, focadas num objetivo específico e com dedicação contínua.



A pessoa que você vai se tornar está sempre olhando para a pessoa que você é agora. A imagem que você terá de si mesmo amanhã depende completamente das ações que você vai se ver tomando hoje. A confiança com a qual você viverá no mês que vem estará baseada na integridade das suas ações esta semana.



Existem muitas coisas terríveis que podem acontecer hoje. Elas até podem acontecer, mas provavelmente não vão. Mesmo assim, a preocupação com elas serve como um freio para todas as coisas boas que poderiam acontecer. Ironicamente, por causa de tudo isso, ocorre quase sempre o pior que poderia acontecer: absolutamente nada.



Você pode enganar e esconder coisas de quase todo mundo, até de você mesmo, mas a pessoa que você vai ser amanhã está sempre, sempre, te olhando. E a opinião dessa pessoa sobre você cumprirá um papel importantíssimo na sua vida futura.



Será que amanhã você vai ter orgulho do que fez hoje? Será que seu “você” futuro encontrará forças nas suas ações e atitudes presente? Você vai aprender com seus sucessos e fracassos?



Existe uma fábula sobre uma terra em guerra. Nela havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.

Nesta sala, ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
– Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.

Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
— Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
— Diga, soldado.
— O que havia por trás da assustadora porta?
— Vá e veja.



O soldado, então, abre-a vagarosamente e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade. O soldado admirado apenas olha seu rei, que diz: “Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.”

Quantas portas deixamos de abrir por medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?



Arrisque-se um pouco hoje, amanhã, todos os dias. Viva intensamente o milagre da vida com a qual você foi abençoado. Existem muitas alegrias que somente surgem quando você tem a coragem e a fé de arriscar, de participar.



Viva cada momento como se alguém estivesse olhando. Porque alguém está realmente olhando, alguém que pode realizar seus maiores sonhos. Viva de forma que a pessoa que você se tornará no futuro possa olhar para trás com gratidão e admiração pela pessoa que você é hoje.