blog do professor edson scabora

familia, educação, liderança, motivação.

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Terra Blog

Categoria: Elos Internacional

05.11.07

Obras de Oscar Nyemaier

Professor Edson e o senhor Fernando Ferraz visitando as obras do grande arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer em Niterói. Acima o teatro popular  e o museu, localizados na cidade de Niterói.

Oscar Niemeyer Soares Filho é um arquitecto brasileiro nascido no Rio de Janeiro. Formou-se na Universidade do Brasil em 1935. Trabalhou com o muito conceituado arquitecto Suíço, Le Corbusier, no revolucionário desenho do edifício dos Ministérios da Saúde e da Educação brasileiros, que ficou terminado em 1936. Entre muitos edifícios que Niemeyer desenhou estão a Igreja de São Francisco que tem uma estrutura tão radical que a sua consagração foi atrasada até 1959, embora a Igreja tivesse sido terminada em 1943.


A originalidade e a imaginação que Niemeyer revelou nos seus trabalhos valeram-lhe uma reputação de líder da arquitectura moderna. Embora altamente variado, o seu trabalho inclui sempre um enorme espaço vazio integrado em formas muito invulgares. Altos edifícios suportados por pilares de betão ou aço caracterizam a obra do arquitecto. Niemeyer foi o mais importante desenhador dos edifícios do Estado em Brasília, a capital do Brasil.

Os arquitectos da nova capital, Oscar Niemeyer e Lúcio Costa pretendiam construir uma cidade utópica. O desejo era "construir um urbanismo com luz, ar e sol, com a transparência do cristal e a lógica de uma equação" (Goerdeler,2000).

A Catedral Metropolitana, ou Catedral de Brasília, é um dos imensos edifícios públicos desenhados pelo arquitecto Niemeyer nos anos 60 para a capital brasileira. Esta Catedral foi construída entre os anos 1959 e 1980 e, tem na sua arquitectura técnicas e materiais modernistas misturados com as linhas curvas e a liberdade da forma, próprias do período barroco brasileiro.



Conversando com o poeta

Professor Edson Scabora "conversando" com o poeta Carlos Drummond de Andrade, na praia de Copacabana, Rio de Janeiro.





Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.

Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

Cronologia:

27.10.07

Discurso de posse no Elos Internacional

categorias: Elos Internacional
     Pompeu, um general romano, que viveu por volta do ano 100 antes de Cristo, certa vez disse aos seus marinheiros, que estavam amedrontados, e se recusavam a viajar de navio durante a guerra, Pompeu gritou para seus marinheiros dizendo "Navigare necesse; vivere non est necesse".
E Fernando Pessoa, o maior poeta português, imortalizou esta frase em um de seus poemas e neste mesmo poema, nos explicou o que Pompeu queria dizer, ao gritar aos seus marinheiros “navigare necesse; vivere non est necesse”:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito desta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

Este é o poeta Fernando Pessoa, e eu quero com estes seus versos, tentar passar para vocês o meu sentimento em estar, a partir deste momento, fazendo parte desta organização, e creio que o espírito destes versos seja o espírito desta organização, e também por conseqüência, o espírito de quem dela faz parte. E que espírito:
Viver não é necessário, é necessário criar. Não apenas gozar a vida, mas também torná-la grande. Torná-la de toda a humanidade. Engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
Que melhores ideais pode ter uma organização. Que melhores ideais pode ter um homem.

Em rotary, nós nos chamamos de companheiros. Companheiro é uma palavra muito bonita. Companheiro vem do italiano “Coma Panero” que significa comer do mesmo pão, aqueles que comem do mesmo pão. Mas no sentido figurado, companheiro significa aqueles que possuem os mesmos sonhos, os mesmos ideais. Me permitam então chamá-los de companheiros e companheiras, porque creio termos em comum o espírito, os ideais dos versos de Fernando Pessoa.
Meu companheiro Fernando Ferraz, agradeço a confiança, e quero te dizer que um homem para fazer sua vida grande, basta seguir os bons exemplos. E você é um grande bom exemplo.
Meus companheiros, minhas companheiras: quero lhes dizer que a partir deste momento, lembrando ainda Fernando Pessoa, quando me perguntarem, qual é a minha pátria, a minha resposta será: minha pátria? Minha pátria é a língua portuguesa.