blog do professor edson scabora

familia, educação, liderança, motivação.

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13.11.07

A Hora da Estrela de Clarice Linspector

categorias: vestibular
Análise da obra de Clarice Lispector


Escritora nascida na Ucrânia mas radicada no Brasil desde criança, Clarice Lispector (1920 - 1977) é um caso ímpar na literatura nacional, já que sua abordagem intimista, questionadora sobre os tênues limites entre a ficção e a realidade - e sobre o próprio ato de escrever -, surge numa época em que predominava o romance regionalista, com denúncias sociais sobre a vida no Nordeste.

O impacto de sua prosa foi tamanho, que a escritora e filósofa francesa Hélène Cixous chega a dividir a literatura brasileira em dois momentos: A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice). O último livro da autora, publicado no ano de sua morte, aparentemente narra apenas o sofrimento da migrante alagoana Macabéa no Rio de Janeiro.

A estrutura, porém, é bem mais complexa. Há, no texto, um tripé: a vida comum e sem graça de Macabéa; a história do narrador Rodrigo; e a reflexão dele sobre a escritura. A habilidade de Clarice está em articular esses planos de uma maneira que não dificulta a leitura ou deixa o texto empolado ou pernóstico.

Sonhadora e ingênua, Macabéa é o retrato da saga sem glamour de uma brasileira perante um outro Brasil, que ela desconhece. Seu namoro com Olímpico de Jesus, nome pleno de ironia, já que ele não tem nada das poderosas divindades gregas que habitavam o Monte Olimpo e muito menos do lado humano da Santíssima Trindade católica, não tem futuro algum.



Ascensão social
Macabéa é trocada por Glória, colega de trabalho que, por ter um pai açougueiro, parecia oferecer ao também nordestino Olímpico uma possibilidade de ascensão econômica e social. A desilusão afetiva soma-se a uma progressiva degradação do corpo, causada por uma tuberculose.

É justamente Glória, outro nome bastante crítico, já que ela pouco tem para ser glorificado, que aconselha a deprimida Macabéa a encontrar uma orientação para a sua vida, aparentemente sem sentido, numa cartomante, Madame Carlota, que anuncia um futuro pleno de felicidade com um estrangeiro.


Mercedes-Benz
Ao sair desse encontro, com a cabeça literalmente nas nuvens, Macabéa é atropelada por um Mercedes-Benz. Termina assim uma existência em que predomina um grande vazio existencial, contada com momentos que evocam James Joyce, na forma como trata livremente a narrativa, e Virginia Woolf, no que diz respeito à maneira de enfocar a riqueza interior feminina.

Em sua sofisticada aula de escritura, a autora cria a saga de um personagem que, se, por um lado, alerta para o drama social da migração, acima de tudo, constrói um exercício do próprio ato de escrever e dos limites entre criador (Clarice), narrador (Rodrigo) e personagem (Macabéa), um triângulo marcado pelo constante questionamento existencial.

A estrela do símbolo da Mercedes funciona de maneira metafórica, pois causa a morte da protagonista. Por outro lado, é apenas com a sua morte que Macabéa consegue dar destaque a sua vida, com seu corpo desfalecido no meio da rua. Morta, torna-se estrela por um dia. A sua hora de aparecer chegou, melancólica, como toda a sua existência.

Biomassa

categorias: vestibular

O fogo foi a primeira forma de utilização humana da biomassa

Biomassa é um material constituído por substâncias de origem orgânica (vegetal, animal e microrganismos). Plantas, animais e seus derivados são biomassa. A utilização como combustível pode ser feita a partir de sua forma bruta, como madeira, produtos e resíduos agrícolas, resíduos florestais, resíduos pecuários, excrementos de animais e lixo. Ao contrário das fontes fósseis de energia, como o petróleo e o carvão mineral, a biomassa é renovável em curto intervalo de tempo.

A renovação da biomassa ocorre através do ciclo do carbono, ou seja, a decomposição ou a queima de matéria orgânica ou seus derivados provoca a liberação de CO2 na atmosfera. As plantas, através da fotossíntese, transformam o CO2 e água em hidratos de carbono, liberando oxigênio. Dessa forma, o uso adequado da biomassa não altera a composição média da atmosfera ao longo do tempo.



Utilização
Uma das primeiras utilizações da biomassa pelo homem para a obtenção de energia foi o uso do fogo. A madeira foi por muito tempo a principal fonte energética utilizada pelo homem, ao lado de óleos vegetais e animais, em menor escala. A Revolução Industrial marcou o auge da importância do consumo da biomassa, com o uso de lenha na indústria siderúrgica, além de sua aplicação nos transportes.

De acordo com o Banco Mundial, 50% a 60% da energia nos países em desenvolvimento vêm da biomassa, e metade da população mundial cozinha com madeira. A geração de energia por queima da madeira cresceu de 200 megawatts em 1980 para 7.800 megawatts atualmente. No Brasil, o principal uso é a fermentação e a destilação da cana-de-açúcar para a produção de etanol - um biocombustível.


Biomassa no Brasil
Alguns empreendimentos brasileiros que marcaram o uso da biomassa ocorreram no setor de transportes. Dos anos de 1920 até os primeiros anos da década seguinte, período da crise decorrente da Primeira Guerra Mundial, compostos de álcool, éter etílico e óleo de mamona foram produzidos como substitutos da gasolina, com relativo sucesso.

Em 1931, a mistura do álcool na gasolina já permitia ao país uma melhora nos rendimentos dos motores de explosão de forma segura e limpa, evitando o uso de perigosos aditivos tóxicos, como o chumbo tetraetílico, como antidetonantes da gasolina.

O programa Proálcool, implantado na década de 70, marcou a opção do álcool carburante como alternativa ao uso da gasolina. Apesar dos problemas enfrentados, principalmente nos anos 90, o programa sobrevive atualmente, em especial com a recente oferta dos carros fabricados com tecnologia dos motores bicombustível. Nossa gasolina é uma mistura contendo 25% de álcool e a tecnologia de produção do carro a álcool atinge níveis de excelência.

Além disso, a experiência nacional não se limita ao setor de transportes. O setor de energia elétrica tem sido beneficiado com a injeção de energia gerada em usinas de álcool e açúcar, a partir da queima de bagaço e palha da cana. Outros resíduos, como palha de arroz ou serragem de madeira, alimentam algumas termelétricas. O vinhoto, resíduo do caldo de cana, retirado na fase de decantação, antes despejado nos rios, vem sendo agora reaproveitado como adubo em algumas propriedades. Na siderurgia, experiências anteriores mostraram ser possível a utilização do carvão vegetal de madeira plantada para a produção do aço, ou seja, a utilização de florestas energéticas sustentáveis.


Biodiesel
As crises de abastecimento de petróleo tornam importante a utilização de derivados da biomassa, como álcool, gás de madeira, biogás e óleos vegetais, nos motores de combustão. Atualmente, o custo alto do petróleo e de outras fontes de energia, assim como as pressões pela defesa do meio ambiente, vêm transformando o biodiesel em uma grande saída para a substituição de combustíveis fósseis.

O biodiesel é um combustível que pode ser produzido partir de óleos vegetais, gorduras animais e até sobras de óleos de frituras. Atualmente, óleos orgânicos são misturados ao diesel em proporções variadas. Um óleo B2, por exemplo, indica que há 2% de biodiesel para 98% de diesel fóssil.

Estudos realizados nos Estados Unidos revelam que um óleo B100, ou seja, totalmente composto por biodiesel, permite reduzir em 48% as emissões de monóxido de carbono dos motores de veículos, quando comparado com o diesel convencional. Fora isso, há a redução de 47% na emissão de partículas inaláveis e quase a eliminação das emissões de enxofre, muito prejudiciais à saúde. Tudo isso com uma perda desprezível da potência dos motores.

A produção americana de biodiesel, que era quase insignificante em 1999, já faz projeção para que em 2010 a produção bata em 7,6 bilhões de litros por ano, o que representaria 8% da demanda doméstica por óleo diesel.


Impactos ambientais
No Brasil, a produção de biodiesel ainda ocorre em pequena escala, embora seja uma das grandes apostas na corrida pela auto-suficiência energética. O país conta com grandes áreas agricultáveis e uma combinação entre o cultivo de oleaginosas, como a soja, e a produção de álcool etanol, ambos usados na reação que permite produzir o biodiesel. Atualmente o Brasil conta com mais de 40 indústrias que produzem biodiesel e vários projetos de novas usinas em andamento. A expectativa é que o país seja capaz de produzir 1,12 bilhão de litros de biodiesel por ano.

Apesar de tantas vantagens, a utilização da biomassa em larga escala requer cuidados para que seu uso descontrolado e sem planejamento não traga impactos ambientais preocupantes, como a destruição de fauna e flora com extinção de espécies; contaminação do solo e mananciais de água por uso de adubos e defensivos com manejo inadequado; formação de desertos pelo corte não planejado ou descontrolado de árvores; destruição do solo pela erosão; poluição da própria queima da biomassa, como a emissão de gases tóxicos e desprendimento de consideráveis quantidades de calor, entre outros. Por isso, deve-se sempre levar em conta que o respeito à diversidade e a preocupação ambiental devem reger todo e qualquer projeto de utilização de biomassa.

As novas fontes de energia talvez não sejam ainda capazes de substituir totalmente as fontes mais tradicionalmente utilizadas, mas representam uma saída econômica significativa, que certamente poderá contribuir para evitar o esgotamento das fontes de energia não-renováveis

Nafta, o Mercosul e a UE: blocos econômicos

categorias: vestibular


O poder econômico é multipolarizado. Os principais líderes são Estados Unidos, Japão e União Européia. Aí se encontram os sete países responsáveis pelas principais decisões econômicas mundiais: o G-7 (Grupo dos Sete).

Este grupo, que reúne os países mais ricos do mundo (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha e Itália), produz sozinho mais da metade de toda a riqueza e é responsável pelas principais deliberações sobre a política econômica e monetária internacional.

No final dos anos de 1990 o G-7 integrou a Rússia (G-8) e este país passou a participar das principais decisões econômicas mundiais. Importante lembrar que a China, a quarta economia mundial, não faz parte deste seleto grupo de países.

A globalização se consolidou com a abertura comercial e a livre circulação de capitais e serviços em escala mundial. As disputas acirradas no âmbito do mercado global, entre empresas e países, favoreceram a formação de blocos econômicos regionais. Através destes blocos formam-se alianças econômicas numa "guerra" de mercado, em que os parceiros estabelecem relações econômicas privilegiadas.

Veja quais são os principais blocos mundiais que já existiram ou ainda existem:



Benelux
A formação de blocos econômicos regionais em modalidades semelhantes às existentes no mundo atual ocorreu, pela primeira vez, próximo ao final da 2ª Guerra Mundial, com a criação do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo). Após a guerra, a idéia de integração econômica baseada em uma economia supranacional começou a ganhar força na Europa Ocidental.

Diante da perspectiva de concorrer com os Estados Unidos, fazer frente ao crescimento da União Soviética e reduzir o risco de os nacionalismos provocarem novos conflitos, os países europeus firmaram uma série de acordos com o objetivo de unir o continente, reestruturar, fortalecer e garantir a competitividade de suas economias.

Posteriormente, a experiência européia foi estendida a outros continentes e foram desenvolvidas várias iniciativas de integração regional. Entretanto, a única que teve permanência e consistência em suas ações foi a Comunidade Econômica Européia (CEE), transformada em 1992 em União Européia (UE).


Modalidades de integração regional
Os blocos econômicos existentes no mundo são classificados a partir dos acordos estabelecidos entre eles, e podem ser agrupados em:


Zona de preferência tarifária - é o processo mais simples de integração em que os países pertencentes ao bloco gozam de tarifas mais baixas do que as tarifas aplicadas a outros que não possuem acordo preferencial. É o caso da ALADI (Associação Latino-Americana de Integração);


Zona de livre comércio - reúne os países através de acordos comerciais que visam exclusivamente à redução ou eliminação de tarifas aduaneiras entre os países-membros do bloco. Só é considerada uma Zona de Livre Comércio quando pelo menos 80% dos bens são comercializados sem taxas alfandegárias. O principal exemplo é o Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), formado por Estados Unidos, Canadá e México;


União aduaneira - é um estágio mais avançado de integração. Além dos países eliminarem as tarifas aduaneiras entre si, estabelecem as mesmas tarifas de exportação e importação TEC (Tarifa Externa Comum) para o comércio internacional fora do bloco. A união aduaneira exige que pelo menos 85% das trocas comerciais estejam totalmente livres de taxas de exportação e importação entre os países-membros. Apesar de abrir as fronteiras para mercadorias, capitais e serviços, não permite a livre circulação de trabalhadores. O principal exemplo é o Mercosul (Mercado Comum do Sul), composto por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela. Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador são países associados ao Mercosul, ou seja, participam do livre comércio, mas não da união aduaneira;


Mercado comum - visa à livre circulação de pessoas, mercadorias, capitais e serviços. O único exemplo é a União Européia, que, além de eliminar as tarifas aduaneiras internas e adotar tarifas comuns para o mercado fora do bloco, permite a livre circulação de pessoas, mão-de-obra, capitais e todo tipo de serviços entre os países-membros. A UE é formada por 27 membros, após a adesão de 10 novos países, em maio de 2004. Em 2007, incluíram-se também Romênia e Bulgária na União Européia;


União econômica e monetária - é formada pelos países da União Européia, que, em 1º de janeiro de 2002, adotaram o euro como moeda única. Apenas 13 países pertencem à zona do euro: Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda (Países Baixos), Portugal, Grécia, Espanha e Eslovênia.


Vantagens e desvantagens
Em todas as modalidades de integração supranacional, ocorre a redução ou eliminação das tarifas ou impostos de importação entre os países-membros. Por isso, os países que integram esses blocos (zona de livre comércio, união aduaneira, mercado comum ou união econômica e monetária) adotam, logo de início, a redução das tarifas de importação de várias mercadorias.

Neste sentido, os acordos de integração econômica trazem uma série de conseqüências para as empresas e a população dos países que integram estes blocos. Os consumidores podem se beneficiar dos produtos mais baratos que entram no país. No entanto, muitos desses consumidores podem ser prejudicados com o desemprego, em virtude da falência ou diminuição da produção das empresas nas quais trabalhavam, pois muitas delas não conseguem concorrer com os produtos mais baratos que vêm dos outros países com os quais são mantidas alianças.

Dessa forma, no âmbito das empresas e da sociedade num país que compõe um bloco, há ganhadores e perdedores. Mas, apesar dessas implicações, os blocos econômicos, de modo geral, têm atuado sem que haja maior participação da sociedade nas decisões. Estas são tomadas pelos governantes e pela elite econômica. No caso da UE, decisões mais importantes, na maioria dos países, são tomadas após consulta à população através de plebiscitos. Exceção à UE, não é este processo que ocorre no resto do mundo.

Os partidos palestinos

categorias: vestibular

Hamas e Fatah disputam hegemonia


A violência explodiu novamente entre os militantes do Hamas e do Fatah. Desta vez o cenário da tragédia foi a faixa de Gaza, território sob controle da ANP (Autoridade Nacional Palestina).

Parece difícil entender essa guerra protagonizada por dois partidos palestinos. Cenas de fuzilamento com exibição de corpos mutilados, invasão de prédios públicos e trocas de tiros entre militantes. De fato, o que está em jogo, mais que a luta pelo domínio territorial, é a disputa pela hegemonia palestina. Nessa queda-de-braço entre os dois partidos, o ponto central do embate é o Estado de Israel. Mahmoud Abbas presidente da ANP e líder do Fatah, defende o diálogo com Israel com vistas a uma convivência pacífica. Ismail Haniyeh, líder do Hamas e premiê da ANP, opõe-se à negociação e é partidária da destruição do Estado judeu.

Desde sua criação por Iasser Arafat em 1959, o Fatah defendia abertamente a destruição de Israel. Somente a partir de 1974, quando o líder palestino foi recebido nas Nações Unidas com honras de chefe de Estado, passou a trilhar o caminho da diplomacia. Após a assinatura do Acordo de Oslo em 1993, que lhe rendeu o Nobel da Paz, o líder do Fatah reconheceu o direito de existência de Israel e passou a defender por meio do diálogo a criação de um Estado para seu povo.

O Hamas, Movimento de Resistência Islâmica, surgiu em 1987 por ocasião da primeira Intifada (rebelião, em árabe). Defende desde sua criação a destruição do Estado de Israel e o estabelecimento de um Estado teocrático na palestina histórica, ou seja, "do Mediterrâneo ao Jordão".
Contrário ao Acordo de Oslo, que reconhece Israel, o Hamas se converteu num inimigo declarado do Fatah, recusando-se sistematicamente a aceitar as negociações com Israel.

Rotulado pelos EUA e por Israel como terrorista, o Hamas responde com radicalismo e violência. Desde sua vitória nas eleições de janeiro de 2006, intitula-se o legítimo representante dos mais de 1 milhão de palestinos confinados na faixa de Gaza. No ímpeto de isolar e punir o Hamas que, referendado pelo voto, assumiu o controle da ANP, Israel e EUA enfraqueceram Abbas e o Fatah. Terrível equívoco que, além de vidas palestinas e israelenses, pode sacrificar o sonho e a esperança de uma paz definitiva para a região.

Pandemia, epidemia e endemia

categorias: vestibular
Diferenças entre pandemia, epidemia e endemia


Pandemia é enfermidade epidêmica amplamente disseminada.

Epidemia é doença geralmente infecciosa, de caráter transitório, que ataca simultaneamente grande número de indivíduos em uma determinada localidade. Pode ser também surto periódico de uma doença infecciosa em dada população ou região

Endemia é doença infecciosa que ocorre habitualmente e com incidência significativa em dada população ou região.

As três palavras, então, podem ser consideradas sinônimas, apesar de haver diferenças entre elas. Vejamos quais são as diferenças:

Se uma doença ocorre com freqüência em determinada região sempre acometendo grande número de habitantes, chamamo-la de endemia ou de epidemia. Há, por exemplo, endemia (ou epidemia) de dengue nas grandes cidades brasileiras. Todo ano, na temporade de chuvas, muitas pessoas são acometidas pela dengue.

Se uma doença ocorre em determinada época (mas não com freqüência, ou seja, não todo ano) acometendo grande número de habitantes, chamamo-la apenas de epidemia. Por exemplo: Em um ano, várias pessoas foaram acometidas pelo sarampo. Nos anos passados isso não havia ocorrido: epidemia de sarampo.

Quando uma endemia ou uma epidemia atinge grandes proporções, chamamo-la de pandemia. Por exemplo: muitas pessoas de alguns bairros da cidade tiveram dengue: epidemia ou endemia. Muitas e muitas pessoas de todos os bairros da cidade, inclusive do centro, tiveram dengue: pandemia.